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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Palestra Sobre Nutricionismo

1º Circuito de Palestras sobre Profissões na Escola "Oscar Villares", 
organizado pela professoras Heliane e Eloisa, para alunos do Ensino Médio. 
Tema: Nutricionismo, com a profissional Mariana Silva Marcilli.

Um comentário:

  1. Q U E B R A D O M I T O


    Bruder Klein
    10/12/1.997



    Já tenho mencionado muito a palavra mito; ela é, praticamente, a representação fantasiosa ou irreal de algum ser ou alguma coisa. Confúcio disse que "se desejarmos conhecer o futuro teremos de estudar o passado", portanto se desejarmos entender porque existe um mito em nossa imaginação teremos de sondar tudo aquilo que vivemos, desde antes de nosso nascimento até o presente. Muitos dirão que não abrigam um mito dentro de si, mas se fizerem essa investigação o mais pormenorizadamente possível, chegarão à realidade de sua existência e que a sua vida tem sido regida, não pela realidade e sim por esse intruso que é uma criação alimentada pelos nossos medos, nossos ideais, nossas frustrações, nossas aspirações.
    Quando nos encontrávamos no útero de nossa mãe e sentíamos o conforto daquele lugar que nos resguardava de todos os perigos já o elegíamos como um lugar ideal; aí nascia o mito, no qual iriam sendo incorporados outros detalhes no transcorrer dos tempos.
    Ao nascermos e sermos alimentados aos seios de nossa mãe acrescia mais um detalhe em nosso protótipo, o do seio e do alimento ideal para a nossa nutrição, posteriormente, quando adultos iríamos eleger outro busto que aperfeiçoaria aquele nosso primeiro companheiro.
    Caminhando pela vida passamos a presenciar atitudes e sentimentos por nós consideradas como ideais, mas que infelizmente não haviam sido tomadas de uma única pessoa, mas catalogamos todas elas como preciosas para fazerem parte do boneco que estávamos construído e que acrescido de todas elas tornava-se em uma figura que jamais existira ou existiria em lugar algum. Ali havia bondade, compreensão, amor, simpatia, paz, mansidão, temperança que poderiam contribuir para a nossa felicidade.
    Terminada a compilação psicológica, passamos à incorporação dos aspectos físicos, quando escolhemos as mais bonitas pernas que pudéssemos classificar, altura e peso ideais, olhos de um colorido e expressão apaixonantes, e demais detalhes que compõe as exigências para a eleição de uma "miss".
    Selecionamos os mais apurados tipos de conduta que poderiam imaginar para completar a construção dessa deusa maravilhosa e a elegemos como sendo a candidata a ser a companheira para toda a nossa vida.
    De posse dessa imagem mitológica, que para nós representava o sapattinho encantado da "Cinderela", saímos pelos palácios imaginários a procurar a jovem em quem servisse aquilo que construímos com tanta dedicação. Não a encontramos, é claro, pois semelhante criatura só existia em nossa imaginação!
    O resultado dessa procura só poderia resultar em frustração, porque aquela figura ideal não existia de fato, era simplesmente um amontoado de qualidades esparsas que não pertenciam a ninguém e por isso mesmo não possuíam existência real. Era unicamente um mito fabricado pela nossa imaginação imatura que enquanto assim persistisse jamais teria a capacidade de construir uma união sólida com alguém.
    Se analisassem, também, as nossas qualidades, de acordo com esses parâmetros, jamais seríamos adotados como companheiro de quem quer que seja!
    Aí se apresenta a necessidade de amadurecermos e abandonarmos os nossos mitos, para que assim possamos passar a ser um companheiro, não perfeito, que poderá construir os seus ideais com alguém quase perfeito. É através da união de duas personalidades, labutando no dia a dia da vida, enfrentando incompreensão e frustrações, lidando, ombro a ombro com as dificuldades, conseguindo transpor obstáculos, que irá sendo forjado o companheirismo, a cumplicidade que apertam os laços daqueles que desejam encontrar o amor juntos. Não um amor fácil, e sim aquele que consolida essa união para torna-la indestrutível.





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